No segundo dia de Confasubra (7), o evento foi dividido em dois momentos. Pela manhã, os servidores das Instituições Federais de Ensino Superior (IFES) participaram de reunião para discutir a temática proposta nas teses. À tarde, a delegação participou de um amplo debate sobre a conjuntura nacional e internacional, analisando o atual cenário e propondo unidade e resistência para enfrentar os ataques à classe trabalhadora.

Os debates foram conduzidos pelos diretores da Fasubra Sindical, Cristina del Papa e Marcelino Silva. Na ocasião, foi aberto espaço para vinte inscrições, com fala de cinco minutos para cada delegado. A mesa formada por Valério Arcary (professor do Instituto Federal de São Paulo e membro do PSOL ), Bernadete Menezes (técnica-administrativa em Educação e integrante da Intersindical), Beatriz Cerqueira (presidente da CUT-MG) e Pedro Rosa (grupo sindical Combate), discutiu o assunto e levantou questionamentos com o Plenário.

“Debater conjuntura é entender a realidade que nós estamos enfrentando lá fora, não é um processo pra gente se avaliar internamente, porque o capitalismo, porque a luta internacional e o processo que está sendo feito, é independente da gente. E o que precisamos fazer é juntar força pra interferir nessa realidade”, Beatriz Cerqueira, chamando a categoria para a unidade

Bernadete Menezes falou das responsabilidades dos dirigentes e destacou que nos seus 40 anos de militância, lutou na ditadura, foi presa e enquadrada na lei de segurança nacional e inocentada com ausência de crime, no mesmo ano das ‘Diretas já’. Berna ainda falou da sua militância revolucionária e que sempre teve responsabilidades com a categoria, unindo e educando a classe, explicando que as lutas específicas devem ser vinculadas as lutas gerais, a fim de conquistar resultados através da unidade de todas as centrais.

Alrineide Pereira, coordenadora de Comunicação do Sintufce, avaliou o debate como produtivo e ressaltou que o cenário nacional de conjuntura é surreal. “Estamos vivendo um verdadeiro pesadelo, nos últimos dois anos temos visto contrarreformas sendo aprovadas e prejudicando os trabalhadores. É um quadro político instável, com um cenário econômico de profunda e contínua recessão. Temos um presidente ilegítimo dominando e aprovando tudo. Nossa palavra de ordem deve ser unir, resistir e lutar para vencer”, frisou Alrineide.

Nesta XXIII edição do Confasubra, o evento conta com a participação de mais de mil servidores das IFES.

 

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