A Diretoria Colegiada e os funcionários do Sintufce parabenizam a diretora de Administração e Finanças, Antônia Mata, pela passagem do seu aniversário. Antônia é servidora da Universidade Federal do Ceará e é lotada na Maternidade Escola Assis Chateaubriand.

Toinha, como é conhecida por seus amigos, tem uma trajetória de luta e unidade no movimento sindical. Milita há mais de 30 anos e nunca se curvou diante das dificuldades para encaminhar a luta em defesa do serviço público. É muito amada e querida por todos, sempre prestativa e disponível para atender as demandas as quais é requisitada.

Nesta data tão especial que o Senhor Deus reservou para você, desejamos que seus dias sejam repletos de muita saúde e alegria, que você possa prosperar sempre a favor do bem. Que sua vida seja guiada pelo Espiríto Santo e que Nossa Senhora, a qual você é devota, possa ser sempre sua intercessora fiel. 

 

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O SINTUFCE não é apenas sua Direção. O SINTUFCE é constituído por todas as servidoras e servidores que acreditam que é possível construir uma universidade pública, gratuita e de qualidade, por meio das lutas e sem conchavos com os tiranos e tiranetes que vicejam nesses tempos tão difíceis.

Nosso chamado a todas as lutadoras e lutadores se faz sem distinção alguma, porque acreditamos que apenas a união daqueles que defendem os direitos sociais, a saúde, a educação e a universidade pública e gratuita, pode nos dar forças para determos o retrocesso que representa o governo Bolsonaro e sua agenda privatista e neoliberal que, pasmem, ainda possui apoio em amplos segmentos da sociedade.

O diretor do Sintufce, Wagner Pires, está coordenando o projeto “A Construção do Cariri: Visões do território entre história, memória e outros ofícios”, vinculado à Pró-Reitoria de Cultura (Procult) da Universidade Federal do Cariri – UFCA, que tem como objetivo promover reflexões voltadas à construção do imaginário caririense e as diversas visões do território.

O Sintufce participou da Campanha de Arrecadação de cestas básicas realizada pela Faculdade de Educação da Universidade Federal do Ceará (Faced-UFC) e pelo Conselho de Educação, composto por técnico-administrativos, alunos e professores, além do apoio do Centro Acadêmico Paulo Freire. O objetivo da campanha é beneficiar as famílias de estudantes vulneráveis e colaboradores terceirizados da Faced.

A campanha acontece desde abril de 2020, após o início da pandemia e suspensão das atividades presenciais. A ideia surgiu em reunião da Faced com seu Conselho de Educação, que observaram a necessidade de acolhimento dos estudantes que perderam sua renda. A campanha é coordenada pelo Centro Acadêmico Paulo Freire, que faz a triagem dos alunos com os maiores indicativos de vulnerabilidade social e os encaminham para a Faced fazer a doação.

A colaboração do Sintufce veio num momento essencial, destaca a Diretora da Faced UFC, Heulália Rafante. “A arrecadação desses suprimentos é extremamente necessária, pois a situação tem se agravado à medida que a pandemia piora. Estamos todos engajados e a participação do sindicato é fundamental para compormos um número maior de atendimentos, pois nos últimos meses, notamos que este número de alunos com carência alimentar praticamente dobrou. Agradecemos ao Sintufce e a todos os colaboradores por estarem nesta parceria com os estudantes da Faced. Essas doações, sem dúvida, fazem a diferença na condição de manutenção dos estudantes e ajudam a diminuir a evasão deles dos cursos”.

A diretora do Sintufce, Keila Camelo, entende que o sindicato tem um papel social e deve se solidarizar com este movimento. “Jamais poderíamos nos isentar de atender ao pedido da Faced, pois enxergamos a real necessidade que todos os alunos e colaboradores da nossa Universidade vêm enfrentando neste momento tão difícil de pandemia, além da falta de vacinas, de um auxílio emergencial digno para os brasileiros, também falta alimentação diária para essas pessoas. A comunidade universitária da UFC tem passado por diversos desafios e o Sintufce – Gestão LUTE se solidariza com todas estas famílias e se mantém na luta por uma sociedade mais justa e igualitária”.

Veja o vídeo divulgado pela Faced e pelo Centro Acadêmico/UFC Paulo Freire.

 

Os reitores de várias Universidades do Ceará assinaram manifesto contrário à exigência de declaração para profissionais da Educação se vacinarem, exceto os reitores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). 

A exigência da declaração foi imposta pelo Governo Cearense, após os profissionais da Educação serem convocados como grupo prioritário para vacinação. Esta categoria foi surpeendida com a "Declaração da imunização de trabalhador da educação contra a Covid-19", em que se comprometem a retornar as atividades presenciais no segundo semestre de 2021, se autorizado pelas autoridades sanitárias.

O Sintufce repudia toda e qualquer ação contrária a valorização e aos direitos da sua categoria, em especial, todos os profissionais da Educação. Este sindicato não compactua com práticas bolsonaristas e nem as defende. 

Abaixo, leia o manifesto:

Pela imunização de todos e pelo respeito aos profissionais da Educação

No dia 29 de maio, a Prefeitura de Fortaleza iniciou a vacinação dos profissionais da educação, seguida por municípios do interior do estado do Ceará. Esse momento representa uma grande vitória para a categoria, que tem atuado remota e presencialmente em obediência rigorosa aos decretos estaduais.

Inseridos no grupo prioritário, os profissionais da educação foram surpreendidos com a obrigatoriedade da Declaração da imunização de trabalhador da educação contra a Covid-19, em que se comprometem a “retornar as atividades presenciais no segundo semestre de 2021”, se autorizado pelas autoridades sanitárias. Depois de diversos questionamentos de professores e das entidades representativas da categoria acerca do documento, as autoridades estaduais se propuseram a reavaliar a obrigatoriedade da declaração, mas a Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE), com a recomendação do Ministério Público do Ceará, junto a gestores da Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) e das Secretarias Municipais de Saúde, manteve, na última terça-feira (1), a obrigatoriedade do referido documento como condição para a vacinação.  

É no esteio dessas discussões que os reitores da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), da Universidade Regional do Cariri (URCA), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e da Universidade Federal do Cariri (UFCA) manifestam-se contrários à obrigatoriedade da declaração para a vacinação de profissionais da educação, uma vez que a conduta é inadequada e desrespeitosa com a categoria. O referido documento não foi solicitado a nenhuma outra categoria profissional como condicionante à vacinação. Ressalte-se que, assim como os profissionais de saúde e de segurança, os trabalhadores da educação não pararam suas atividades ao longo da pandemia. Além disso, posicionamo-nos contra o retorno das atividades presenciais sem a cobertura completa de imunização dos trabalhadores da educação. Saliente-se: a vacinação é uma estratégia coletiva de imunização, motivo pelo qual sua eficácia depende do seu alcance a uma maioria.

Os profissionais lotados nas instituições de ensino de todos os níveis têm atuado de forma remota e não paralisaram o trabalho desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020. As instituições de ensino superior (IES), particularmente, estão desenvolvendo atividades acadêmicas – de ensino, pesquisa e extensão – de forma ininterrupta, apesar de reconhecermos os entraves enfrentados, principalmente, em virtude da dificuldade de acesso tecnologias e de adaptação à nova configuração dessas atividades. A manutenção do ensino remoto, no entanto, é uma forma de preservar a vida e a saúde da comunidade acadêmica.

Além disso, a decisão de retorno às atividades presenciais não é exclusiva do professor. Ela é condicionada, antes de tudo, a condições epidemiológicas favoráveis a isso e, como consequência, aos decretos governamentais e à avaliação de cada instituição acerca de suas condições práticas e objetivas de garantir a manutenção dos protocolos de segurança sanitária, dada a diversidade e a complexidade das unidades de ensino.  Esse último aspecto, por sua vez, passa pela discussão dos comitês internos de cada instituição e pela autorização dos Conselhos Superiores das IES. Em hipótese de serem aprovados, o retorno presencial demanda instalação dos referidos protocolos, bem como sua avaliação e seu monitoramento em caráter piloto, processos que demandam tempo. Isso porque muitas dessas iniciativas envolvem a adequação de estrutura física, bem como a aquisição de insumos e de equipamentos em grande quantidade, sem os quais os protocolos podem se tornar ineficazes.

Percebe-se, então, que a vacinação é requisito indispensável para o retorno presencial, mas não o único. Há de se considerar que as instituições de ensino superior são pontos de centralidade formativa em suas regiões. Por isso, para além da vacinação, há de se pensar em questões que envolvem as condições de acesso a transporte coletivo por parte de estudantes e de servidores, a situação das residências universitárias e de estruturas alimentação, como refeitórios e restaurantes universitários, e outras questões que ultrapassam os aspectos didáticos e pedagógicos quando se considera o retorno presencial.

Nesse sentido, especialmente para os profissionais de instituições de ensino superior, a assinatura da declaração por parte de nossos professores, além de desrespeitosa e constrangedora, é desnecessária, representando um equívoco nessa ação tão significativa para a luta contra a pandemia da Covid-19. As universidades têm autonomia universitária, que se manifesta nos aspectos didático-científico, administrativo e de gestão financeira e patrimonial, direito garantido a nós na Carta Magna do país, em seu Artigo nº 207. Assim, o que se configura como premente é a escuta dos gestores das instituições e dos demais profissionais da educação sobre os riscos e as possibilidades do retorno presencial a partir da construção de um diálogo com as pessoas diretamente envolvidas no processo, que conhecem a dinâmica e a realidade das IES. Sem essa articulação, incorre-se no erro de não compreender esses espaços como ambiente de trocas de saberes e de conhecimentos para dentro e para fora das instituições.

Temos um vasto patrimônio em cada uma das IES cearenses, mas o maior deles, sem dúvidas, são as pessoas que as fazem. Continuaremos lutando, de forma incessante, pela proteção à comunidade acadêmica, à vida e à saúde de todas e de todos que fazem as nossas instituições.

O respeito à vida e à saúde são inegociáveis.

Fortaleza, 2 de junho de 2021.

 

Prof. Dr. Fabianno Cavalcante de Carvalho

Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

Prof. Dr. Francisco do O’ de Lima Júnior

Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA)

Prof. Me. Hidelbrando dos Santos Soares

Reitor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Prof. Dr. José Wally Mendonça Menezes

Reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Prof. Dr. Ricardo Luiz Lange Ness

Reitor da Universidade Federal do Cariri (UFCA)

 

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