Não é o momento de retornar às atividades presenciais! O momento é de lutar pela vida, pela universidade, contra os autoritarismos de plantão. Em março, fomos todos surpreendidos pela escalada do Coronavírus. Na esteira da Pandemia, mais de 40 mil brasileiros tiveram a sua vida ceifada até agora. O SINTUFCE não só liberou seus colaboradores, suspendendo as atividades presenciais e, assim, impedindo a propagação do vírus, como também, a todo instante, esteve atuando para que cada servidor da UFC, UFCA e UNILAB tivesse não só seus direitos assegurados, mas também pudesse permanecer em isolamento social para garantir ao servidor e a sua família, que não se expusesse ao risco de contágio.

A universidade, que nos últimos anos, abriu-se para as classes mais pobres da população, para os negros e para os indígenas, que modificou sensivelmente o perfil dos seus ingressantes e dos egressos não pode ser ela a criar um fosso, separando alunos que podem dos que não podem acompanhar as atividades remotas. Há discentes que simplesmente não têm condições de acompanhar aulas não presenciais, independente do fornecimento ou não de um plano de dados para o celular. É preciso ter em mente que há estudantes de nossas universidades nas periferias, nos campos, em assentamentos, enfim, nas mais diversas localidades e situações em todo o Ceará. Por isso, a garantia de acesso desses estudantes não pode ser um acerto de cada instituição. É preciso que seja uma política de Estado, pois o Governo Federal pode mobilizar o MEC e outros ministérios e órgãos para garantir junto às companhias telefônicas e aos grandes provedores de internet as condições necessárias para uma operação em todo o país, não só de acesso à Internet, como de capacitação de discentes, docentes e TAE para a oferta de aulas remotas.

Falando dos Técnico-administrativos em Educação, causa-nos espanto a possibilidade de que estes sejam expostos com o retorno às atividades presenciais. Em todo o Estado ficou claro que a maior parte das atividades dos TAE pode ser mantida não presencialmente por mais tempo, haja vista os resultados apresentados. Exigimos o compromisso de cada reitor de que as atividades administrativas serão mantidas em forma remota até que as curvas de contágio caiam de forma consistente em todo o nosso Estado e que o retorno à atividade presencial seja seguro para toda a comunidade acadêmica.

Não podemos aceitar que docentes e discentes e nossos Técnico-administrativos em Educação que trabalham diretamente com suporte às aulas, como os assistentes e secretários de coordenações de cursos, os técnicos de laboratório, entre outros, sejam expostos ao risco, porque se deseja cumprir os ditames do MEC e de Bolsonaro, que já demonstraram, diversas vezes, durante a pandemia, que não tinham preocupação nenhuma com as vidas.

Nossas universidades não podem ser espelhos a refletir o desgoverno de Bolsonaro. Queremos que a experiência democrática e dialógica, que é marca de nossas instituições, possa continuar a nos nortear, uma vez que a Universidade é construída pelos esforços conjugados de Docentes, estudantes e técnicos. Exigimos a mais ampla democracia e a abertura das discussões em toda a universidade para que a toda a comunidade e não a gestão superior, de forma monocromática, decida o momento de retomar as atividades.

Não é apenas o semestre ou o ano letivo que estão em jogo. São sonhos. São vidas. Por isso, não podemos compactuar com medidas que exponham nossa comunidade acadêmica ao risco. Precisamos, neste momento, buscar ampliar o que nos une, que é a defesa intransigente da Educação Superior Pública, Gratuita, de Qualidade e Socialmente referenciada! Esta universidade não se constrói sem ser democrática, radicalmente democrática! Não podemos nos calar diante dos pequenos autoritarismos, porque maior é a nossa vocação democrática.

Fora, Bolsonaro! Fora, Mourão!

Lute Sempre!

Diretoria Colegiada do Sintufce

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