Weintraub se foi sem deixar saudades. O título de pior ministro da Educação da história não diz tudo sobre as barbaridades e absurdos que esse senhor protagonizou no Ministério da Educação (MEC). Ele caiu! Não pela notória incompetência, nem pelo racismo exacerbado e exercido às claras, caiu por seus ataques à democracia e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Sua postura belicosa se tornou insustentável para o Judiciário e o Legislativo, poderes que se esforçam por deixar Bolsonaro na Presidência, mesmo com a atuação desastrosa durante a pandemia, que já ceifou a vida de mais de 50 mil brasileiros, mesmo com crimes de responsabilidade às pencas, fora suas relações com as milícias, com o laranjal dos filhos e as Fake News do gabinete do ódio.

Por isso, se por um lado é preciso apreciar a saída de Weintraub, que fugiu do país para não ser preso, ainda temos que ter consciência que há muito o que fazer. Porque o projeto ideológico imposto ao MEC e, por tabela, às Universidades ainda não foi derrotado. O projeto neoliberal capitaneado por Guedes e Bolsonaro ainda está em pleno vigor, e a defesa da vida e do trabalho dos brasileiros passa por derrotar os fascistas que estão no planalto e seus satélites espalhados pelo país.

Para se ter certeza de que é preciso derrotar todo o projeto e não só substituir um ou outro nome, que no caso do governo Bolsonaro é sempre pior que o anterior, é ilustrativo o caso da Portaria 545, editada um dia antes da saída de Weintraub do MEC, que acaba com as cotas na pós-graduação.

Essa portaria exprime todo o retrocesso que desejam impor ao país. É uma Portaria racista, editada justamente no momento em que a luta antiracista se avoluma em todo mundo, ou seja, é uma afronta a todos os lutadores, como sempre foram os atos do ministro à frente do MEC. Ao revogar a portaria 13 de maio de 2016, Weintraub em uma canetada passou por cima de uma luta de séculos dos povos oprimidos, por espaço na sociedade e na Universidade brasileira.

O Sintufce repudia esse ato racista e que atenta contra a história recente da universidade, que tem se caracterizado pela inclusão, por meio de ações afirmativas de amplos setores da sociedade, que antes não conseguiam chegar à graduação e a pós-graduação. Não podemos aceitar que Bolsonaro e seus cúmplices tentem nos lançar no atraso, destruindo os avanços que conquistamos com tanta luta!

Este avanço é também fruto do trabalho dos técnico-administrativos em Educação, que estiveram junto com docentes e discentes construindo a Universidade Pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Por isso, nós, TAEs escolhemos ficar ao lado dos lutadores, dos democratas, dos que desejam lutar por um país menos desigual e onde os trabalhadores tenham seus direitos assegurados.

Colocamos-nos contra Bolsonaro e seu projeto, em defesa da universidade e chamamos a todas e todos para juntos impedirmos que o autoritarismo, o servilismo aos atuais donos do poder e a sanha privatista nos impeça de continuar construindo a universidade de todos, a serviço dos trabalhadores e voltada para as necessidades do nosso povo.

Em defesa da autonomia universitária!

Pela universidade democrática, paridade já!

Pela revogação da Portaria 545/2020 do MEC!

Em defesa da vida! Pela continuidade do isolamento Social! Não é o momento de retorno às atividades presenciais!

Suspensão do calendário universitário em todas as universidades federais cearenses!

Fora, Guedes, Bolsonaro e Mourão!

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