O Brasil tem muito a perder e nada a ganhar com a Reforma Administrativa de Guedes e Bolsonaro. Desde o golpe de 2016, os ataques aos trabalhadores se multiplicam em nosso país, com direitos sendo arrancados sob justificativas mentirosas, como o aumento da oferta de empregos, a recuperação econômica, sair da crise, entre outras balelas. Em consequência, a vida dos brasileiros piorou. Incapaz de prover as necessidades básicas dos brasileiros, o capitalismo apertou o botão do “e daí?”, passando a mostrar sua face mais desumana sob a capa das políticas de austeridade, um nome “gourmet” para o que, na prática, é o desmonte do Estado e da assistência que este pode prestar aos trabalhadores e aos brasileiros mais pobres.

Como se não bastasse, os poderosos colocaram a democracia em risco ao pavimentarem o caminho de Bolsonaro para a presidência da República. Não importa para eles, os elementos fascistas que permeiam o Bolsonarismo, nem o perigo que ele representa por seu autoritarismo ultrapassado e revanchista. Nas contas do grande capital só importaram o cálculo de que ele seria o único candidato capaz de derrotar a esquerda e tratorar as resistências, para implementar um duro programa capaz de entregar todo o Brasil nas mãos do grande capital.

No único país do mundo que constitucionalizou o arrocho para o povo, enquanto entrega aos banqueiros o seu futuro por meio de juros, com o Teto de Gastos drenando o investimento em saúde e educação para o pagamento da dívida, Bolsonaro destruiu a previdência, deixando uma bomba armada para o futuro, quando milhões de brasileiros não terão com que manter-se na velhice. Agora, ele se volta contra o serviço público. A sanha do mercado se volta para a saúde e a educação, áreas que podem auferir imensos lucros para a iniciativa privada.

Entretanto, são lucros à custa da exclusão pura e simples da maioria dos brasileiros, maioria essa atendida pelos serviços públicos. É necessário sucatear e desmanchar a estrutura pública, taxando-a de ineficaz e ineficiente para colocarem nela suas mãos sujas. Por isso, a Reforma Administrativa busca atacar o servidor público, última linha de defesa dos direitos à cidadania. É um ataque às enfermeiras e enfermeiros, médicas e médicos, professoras e professores, ao pessoal da limpeza, da vigilância sanitária, entre outros, como nós Técnico-Administrativos em Educação. O PCCTAE é a ferramenta que nos garante enquanto categoria da universidade, reconhecendo os TAE no processo de Ensino, Pesquisa e Extensão. No momento em que lutamos por mais espaço nas Universidades, não podemos aceitar esse golpe que deseja acabar com as contribuições do pessoal técnico-administrativo à universidade.

Retirada da Estabilidade, diminuição de salários iniciais e outras maldades têm o objetivo de afastar os mais qualificados do serviço público, reservando-os à brutal exploração na iniciativa privada. Mesmo a promessa de que não mexerão com os atuais servidores, é apenas balela para impedir um movimento de luta unificado capaz de derrotar o governo. O fim das carreiras para os novos servidores é o prenúncio de mais assédio moral e precarização para os antigos, sem falar na mudança em nossas avaliações, que já valeria para todos e a possibilidade de demissão por mau desempenho, propostas essas que constam na PEC da Reforma Administrativa, mas não são esmiuçadas, ficando para depois de sua regulamentação, estratégia que representa um verdadeiro “cavalo de Tróia”.

Diante disso, o que nos resta é resistir. Esse é o governo, lembremos, que nos chamou de parasitas e que ao impedir o reajuste de nossos salários até 2021, disse que era a granada colocada no bolso do inimigo. Se Guedes, Mourão e Bolsonaro nos veem como inimigos, cabe agora mostrar que nós somos, sim, inimigos dos que querem destruir nossa carreira e acabar com o serviço público. Não somos prestadores de serviços, somos garantidores de direitos. Direito à saúde, direito à educação, direito à segurança, direito de sonhar por uma vida melhor e direito à cidadania!

Por uma grande greve de todo serviço público para derrotar Guedes e Bolsonaro!

Revogação já dos tetos de gastos e da reforma da previdência!

Contra os cortes nas universidades!

Em defesa do serviço público, da nossa carreira e do PCCTAE!

Não à redução do auxílio emergencial! Nosso povo precisa viver!

Fora Guedes, Mourão e Bolsonaro!

 

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