A pandemia continua aí, ceifando as vidas dos brasileiros. A economia, que já vinha mal das pernas exige que as trabalhadoras e trabalhadores sejam imolados, sacrificados no altar do lucro, enquanto o governo federal insiste em diminuir o valor do Auxílio Emergencial e no retorno das atividades presenciais. Neste momento, o SUS, tão criticado, as universidades, vítimas de fake News e de cortes pesados no seu orçamento, e a massa de servidoras e servidores públicos, que são achincalhados diariamente pela mídia e pelo governo, foram de vital importância para minimizar os efeitos do Coronavírus entre as camadas mais pobres da população.

Insatisfeitos com esse protagonismo e em continuidade a sua agenda de destruição e retrocessos, o governo Bolsonaro e seu Posto Ipiranga, Paulo Guedes, seguem em sua investida neoliberal ideológica, disfarçada de plano de governo. Sob aplausos do mercado, da mídia, de parte do Congresso capitaneado por Alcolumbre e Maia, os ataques aos direitos da população brasileira e dos trabalhadores estão a pleno vapor.

Não basta terem deixado a saúde e a educação à míngua com o Teto de Gastos, não basta terem aprovado uma criminosa Reforma Trabalhista, que precarizou os empregos, nem terem aprovado uma Reforma da Previdência que penalizará nosso futuro e colocará ao desamparo idosas e idosos, depois de uma vida de trabalho duro. Eles querem agora acabar com os servidores que estão na linha de frente do atendimento às necessidades da população. Esse é o âmago da Reforma Administrativa.

Cada reforma implementada, foi antecedida e acompanhada por promessas de fim da crise, de aumento de empregos, de crescimento econômico, enfim, de promessas vazias, que se revelaram um engodo. É exatamente isso que fundamenta as políticas de austeridade, tão caras, ao governo: um engodo incapaz de criar, pois sua lógica é destruir.

Em um país como o nosso, com tantos problemas e mazelas sociais, precisamos da atuação de servidores públicos seguros de que não sofrerão sanções ao se colocarem ao lado da cidadania, contra a corrupção e os abusos de poder. Precisamos de mais hospitais, mais escolas, mais universidades. A Reforma Administrativa trata o servidor como inimigo, tal qual seu idealizador, Paulo Guedes, e prepara um golpe certeiro que fará vítimas em toda a sociedade.

Por isso, é necessário resistir! Construindo mobilizações cada vez maiores e mais fortes, uma vez que o combate ao Coronavírus exige o isolamento, mas não a inércia diante de tantos ataques. O Sintufce está ativamente lutando contra a Reforma Administrativa, seja nas redes sociais, seja por meio de lives, com a produção de materiais que explicam e convocam a população para se juntar a essa luta. Constrói ainda a unidade com os sindicatos de servidores de todas as esferas, apontando a necessidade de uma grande greve do serviço público, capaz de sepultar, de uma vez por todas, não só essa verdadeira “Deforma” Administrativa, quanto esse governo que insiste em atacar os servidores e arrancar direitos.

As servidores e servidores da UFC, UFCA e UNILAB têm uma missão histórica nesse momento. Defender as universidades públicas passa pela defesa de seus servidores. Nossa base tem que mostrar a garra que sempre apresentou e levantar suas bandeiras. Junto com todos os demais servidores públicos, para garantir que não tocarão no PCCTAE, nem na nossa carreira e não transformarão as universidades em simples cabides de emprego.

Por uma greve unificada de todo o serviço público!

Contra a Reforma Administrativa! Abaixo o teto de gastos!

Pela vida das brasileiras e brasileiros, o governo deve garantir o isolamento e o auxílio emergencial!

Fora Paulo Guedes, Mourão, Maia, Alcolumbre e Bolsonaro!

 

Diretoria Colegiada do Sintufce

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