Nesses tempos de governo de extrema direita neoliberal, um vento fresco vem desde os Andes. Primeiro o povo boliviano que derrotou nas urnas o golpe sofrido há um ano, golpe este que contou com apoio da OEA e a simpatia do governo Bolsonaro.

No Chile, o povo, depois de mobilizações de massa que enfrentaram o governo neoliberal de lá, acabaram por sepultar a constituição herdada do regime de Pinochet. São exemplos importantes para nós trabalhadores e trabalhadoras do Brasil.

Bolivianos e chilenos não esperaram pelas eleições. Tomaram as ruas e fizeram a sua parte resistindo ao neoliberalismo, ao golpismo e as tentativas burguesas de conduzir o processo segundo os seus interesses.

No Brasil, desde o golpe de 2016, vemos os governos de programa neoliberal lançarem com a complacência de parte da mídia, que empurra goela abaixo do povo a ideia de que as reformas que hoje destroem direitos e retiram o mínimo de cidadania conquistada a duras penas pelas lutas do povo brasileiro.

A realidade mostrou que tudo não passava de mentiras, a reforma trabalhista precarizou as condições de trabalho, sem gerar os empregos prometidos. O teto de gastos condenou a Saúde e a Educação a uma penúria inaudita, enquanto a reforma da Previdência retirou as chances de uma velhice digna ao povo trabalhador.

A mentira que o governo, a mídia e os ideólogos do neoliberalismo espalham agora é a de que por meio da reforma administrativa, o Estado se tornará mais eficiente. Os inocentes úteis correm a apoiar, misturando alhos com bugalhos. Na verdade a reforma administrativa é apenas um eufemismo para desmonte do Estado. O ataque se concentra sobre os servidores que diariamente servem a população nos hospitais, postos de Saúde, escolas, creches e nas universidades.  Em vez de eficiência, a população vai perder o acesso ao serviço público de qualidade.

Não é de hoje que o neoliberalismo deseja impor aos brasileiros e brasileiras o Estado mínimo. Este só pode ser realizado com o desmonte da atual estrutura de serviços ofertados à população, base do Estado de bem-estar social, que longe de ser excessivo, precisa ser universalizado.

Os milhares de servidores e servidoras públicas de nosso país são a última linha de defesa contra esse projeto que condenará o Brasil à pobreza, ao subdesenvolvimento e à subserviência aos interesses dos países desenvolvidos.

O momento em que vivemos exige de nós que nos inspiremos nos exemplos que estamos vendo na Bolívia e no Chile. Não podemos dar descanso a este governo genocida que não satisfeito em matar milhares de brasileiros diante da Pandemia da Covid-19, deseja nos destruir, deixando milhões de trabalhadoras e trabalhadores sem direito algum à Saúde, à Educação e à Assistência social do Estado.

Greve Geral de todo o serviço público!

Fora, Guedes, Bolsonaro e Mourão!

Diretoria Colegiada do Sintufce

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