A cultura popular é uma das coisas mais belas. Tem a sua sabedoria, suas lições, que de forma alguma podem ser negadas por nós, que construímos a Universidade Pública. Algumas vezes essa sabedoria milenar até é transmitida via oral por pequenos ditos populares, bem criativos e até bem humorados. Um deles é: "Os cães ladram, mas as caravanas avançam". Essas e outras joias da cultura popular são pequenas doses de riqueza cultural para todos nós.


Dito isso, cabe tratar aqui de um assunto muito sério: a luta pelos direitos de nossa categoria. Desde o golpe de 2016, estamos vendo ataques e mais ataques contra os direitos dos trabalhadores e contra a universidade. Numa sanha devoradora, primeiro Temer e agora Bolsonaro, avançam contra nós e a cada dia apertam mais o pé sobre o pescoço de quem trabalha. Junto com eles, os políticos da direita e do centro que também se apressam a precarizar o trabalho, enquanto garantem privilégios e benesses para si, além disso, temos um judiciário cada vez mais rendido aos interesses do fascismo, do neoliberalismo e das classes dominantes, deixando de aplicar a justiça e tomando decisões que prejudicam nós, os de baixo, os que trabalhamos e produzimos.


O SINTUFCE esteve à frente de todas as lutas que ocorreram na universidade. Fomos para a rua gritar: Ele não! Colocamos o bloco na rua, não só em Fortaleza, mas no Cariri, em Redenção e em todos os campi, contra os cortes na Educação e nas universidades; batemos de frente com o governo e rechaçamos o Future-se junto com toda a comunidade acadêmica; Dissemos e continuamos dizendo não ao interventor, que por sinal, a oposição não tem dado a atenção que tem dado a direção do sindicato, porque não há uma linha contra o interventor em seus folhetins; providenciamos máscaras, faceshields e kits contra COVID com nossa base e assumimos a luta intransigente contra o retorno às atividades presenciais em meio a pandemia. E a base sabe que ainda fizemos mais, porque em cada setor, em cada campi, o SINTUFCE está lado a lado com os servidores!

A bola da vez é a reforma administrativa. Para deter esse retrocesso é preciso ter a mais ampla unidade entre nós. Não dá para ir a luta dividido, isso nos enfraquece. A divisão entre nós só interessa a Bolsonaro, Paulo Guedes, Maia e cia.

Por isso chamamos a categoria a unidade. Sair do jogo estéril daqueles que se ocupam apenas em difamar e esquecem de se mover para a luta. Que a categoria deixe de lado os que se regozijam quando a justiça diz um não para toda a categoria, porque só interessa um cálculo eleitoral fajuto. Não se pode tapar o sol com a peneira. Olha aí, voltamos a citar a sabedoria popular. Quando se apela à justiça burguesa, sabemos que estamos apelando dentro de um enorme conflito de interesses, pois, hoje, a parcialidade de certas cortes é deveras discutível. O revés sofrido não é definitivo. Nossa base, capacitada e inteligente, sabe disso. Nosso departamento jurídico já está aprontando os recursos cabíveis e segue incansável na luta, pois sabe que nosso lema: LUTE SEMPRE, não é em Vão.

Temos muita luta pela frente. Estamos cientes disso. Precisamos derrotar de uma vez por todas o Bolsonarismo, o neoliberalismo e todos os seus agentes no governo e dentro e fora da universidade.

E para isso usaremos todas as armas: sairemos às ruas, recorreremos à justiça, colocaremos outdoors em todo o estado, enfim, seremos incansáveis, faremos o que for preciso para defender nossa carreira e nossas universidades.
Por isso esse apelo a unidade. Não dá, tornamos a repetir, pra ficar de picuinha, num momento desses. Venham todas e todos construir pontes e não muros. Chega de divisões entre nós. Quem não pode ter paz em nenhum momento é este governo!


Somos servidores públicos, merecemos respeito!

Diretoria Colegiada do Sintufce

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