Influenciada pelas Fake News grosseiras do Bolsonarismo, pelas Fake News sutis da imprensa, que apontam como única estratégia para melhoria de vida das trabalhadoras e trabalhadores a aplicação da agenda neoliberal, a população brasileira elegeu Bolsonaro. Tanto por meio do voto direto, quanto do voto indireto de quem se omitiu e votou nulo/branco ou nem votou.

O primeiro ano de Bolsonarismo foi o da aprovação da Reforma da Previdência que retirou o direito à aposentadoria de milhões de Brasileiros e onde os impactos do Teto de Gastos começaram a se fazer sentir com cortes no orçamento da Saúde e da Educação. O segundo ano foi marcado pela Pandemia, que deixou clara a Necropolítica do Governo, que simplesmente cruzou os braços enquanto milhares de brasileiras e brasileiros morriam de COVID-19. As ações do governo se resumiram a combater o vírus ora com negacionismo, ora com fake News, como as do “kit precoce”, medicamentos sem comprovação alguma de eficácia contra o vírus. A popularidade do governo despencou. A reprovação à Bolsonaro foi às alturas, mas o Brasil não é para principiantes.

O atual governo conseguiu uma vitória importantíssima nas eleições para a presidência da Câmara e do Senado. Agora, aliados de Bolsonaro comandam o poder legislativo. O presidente abriu os cofres e comprou o que a imprensa chama de Centrão, mas é só a velha camarilha fisiológica, que vota a favor de quem paga mais. Sabemos que governar com essa gente vai sair caro para o governo, mas não é com isso que eles se importam. Bolsonaro foi eleito para cumprir uma agenda. O mercado financeiro e a elite econômica, apostaram nele, apesar do seu racismo, da sua homofobia, do machismo, enfim do seu fascismo, por querer um presidente que tratorasse a oposição e implementasse a agenda neoliberal por completo.

Após o esforço para eleger um candidato menos bolsonarista, com a confirmação da vitória de Lira, a mídia iniciou os afagos, desejando que este tocasse a agenda de desmontes. Captando a mensagem, Lira já colocou para votar o PL sobre a independência do Banco Central, retirando a condução de parte das políticas econômicas do controle da democracia.

O novo presidente da Câmara já sinalizou seu alinhamento ao ministro da Economia, ao colocar como prioridades da pauta toda a agenda de Paulo Guedes. Isso significa que vem por aí a votação da PEC Emergencial, que vai constitucionalizar cortes de até 25% do salário dos servidores, além de impedir progressões e quaisquer mecanismos de melhoria salarial. Num momento em que disparam os preços dos combustíveis e dos alimentos, esse ataque penaliza os servidores, principalmente nós, Técnico-administrativos em Educação, empobrecendo ainda mais uma categoria que já se encontra sem aumentos salariais desde 2017.

Como se não bastasse, o ataque mais profundo é o representado pela Reforma Administrativa, que coloca em risco a estabilidade, além de desestruturar e destruir as carreiras dos servidores do executivo. Enquanto isso, o governo segue privatizando e entregando o patrimônio público para o mercado financeiro nacional e internacional angariarem lucros exorbitantes às custas da fome e da miséria dos brasileiros.

As universidades, tal como o SUS e outras instituições e programas públicos que servem a população brasileira, seguem recebendo cortes profundos. O desejo maior do governo para as universidades é tocar seu projeto de desmonte, sucateamento e privatização do Ensino Superior. A Pandemia nos forçou a ficar em casa isolados. Entretanto, o isolamento não nos impede de estarmos juntos, de seguir caminhando, resistindo, irmanados contra o governo que deseja, não apenas destruir direitos, mas que também está matando milhares de brasileiros com sua incompetência no combate ao COVID-19. O momento não é de dividir a categoria, levantando espantalhos que só servem para desmobilizar, fazer o jogo do governo. Queremos, sim, derrotar o governo e seus projetos nefastos. Neste momento de trevas, o SINTUFCE se atreve a levantar a chama da luta e chama a categoria a se juntar aos calendários de luta dos sindicatos e órgãos de defesa dos direitos das trabalhadoras e trabalhadores.

Não podemos permanecer calados e impassíveis diante dos ataques constantes. Se não podemos ocupar as ruas, por conta dessa segunda onda de pandemia, vamos ocupar as redes sociais, participar das carreatas, multiplicar as faixas e os outdoors que dialoguem com a população. A palavra de ordem é unificar: juntar os trabalhadores dos campos e da cidade, os estudantes, os movimentos sociais e todos os oprimidos, pois já que estão lá no topo da sociedade combinados em nos destruir, aqui devemos nos aliar para resistir!

FORA BOLSONARO, MOURÃO, PAULO GUEDES, LIRA E PACHECO!

EM DEFESA DOS DIREITOS DOS TRABALHADORES, CONTRA A REFORMA ADMINISTRATIVA!

EM DEFESA DA UFC, UFCA E UNILAB!

VACINA PARA TODOS JÁ!

NÃO ACEITAMOS REDUÇÃO DE LEITOS NOS HOSPITAIS PÚBLICOS!

 

Diretoria Colegiada do Sintufce

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