No dia 14 de Junho, nós, professores, servidores técnico-administrativos em Educação e Movimento Estudantil das Universidades Federais do Ceará (UFC, UFCA e Unilab), Universidade Estadual do Ceará e do Instituto Federal do Ceará, vamos aderir à Greve Geral, convocada pelas Centrais Sindicais e Frentes Populares, contra a reforma da Previdência do Governo Bolsonaro.

Ao contrário do que diz a propaganda do governo, a reforma da Previdência retira direitos, não elimina privilégios, não torna a previdência sustentável, nem promove o crescimento do país. A intenção real da reforma de Paulo Guedes é privatizar as contas da previdência e transferi-las para o sistema bancário, ávido por lucros cada vez maiores.

Determinar 40 anos de contribuição para aposentadoria integral é, na verdade, uma forma de reduzir de maneira generalizada o valor dos benefícios, uma vez que esse tempo de contribuição é quase impossível de ser atingido. Combinada à reforma trabalhista de Temer, que prometia acabar com o desemprego, essa reforma excluirá um grande contingente de trabalhadores do sistema de Previdência Social e levará parcela significativa da sociedade brasileira ao desamparo e à miséria na velhice.

A definição de uma idade mínima para todos os trabalhadores, desconsiderando a natureza das atividades e as desigualdades regionais, condenará uma parte das pessoas a morrer sem se aposentar. 

Além dessas medidas, a proposta apresenta outras ainda mais cruéis, como aquelas direcionadas aos mais pobres e vulneráveis: o fim da Aposentadoria Rural e a redução, pela metade, do Benefício de Prestação Continuada (BPC). Se considerarmos os projetos desse governo de desmonte do SUS, as pessoas perderão suas condições mínimas de sobrevivência.

Além das questões trabalhistas e previdenciárias, devemos lembrar que, nas últimas semanas, a comunidade universitária realizou duas grandes manifestações em todo o país e tem feito críticas contundentes à gestão do MEC. É inadmissível que o Governo Federal siga tentando desqualificar a educação superior pública e asfixiar a produção de ciência e tecnologia no Brasil. 

Vamos defender incansavelmente as Universidades Públicas e os Institutos Federais, garantindo sua democracia e autonomia. Nenhuma chantagem do governo, como os cortes feitos na educação, nos fará concordar com a destruição da educação pública e do sistema de seguridade social. Esse é o projeto de um governo que despreza a vida humana e deve ser combatido. 

Por isso, no dia 14 vamos parar o país e ocupar as ruas para dizer não à Reforma da Previdência. Sigamos em conjunto na defesa da educação pública, gratuita e de qualidade.

Adufc, Sintufce, Sinduece, Sindsifce e Movimento Estudantil

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