Os reitores de várias Universidades do Ceará assinaram manifesto contrário à exigência de declaração para profissionais da Educação se vacinarem, exceto os reitores da Universidade Federal do Ceará (UFC) e o da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab). 

A exigência da declaração foi imposta pelo Governo Cearense, após os profissionais da Educação serem convocados como grupo prioritário para vacinação. Esta categoria foi surpeendida com a "Declaração da imunização de trabalhador da educação contra a Covid-19", em que se comprometem a retornar as atividades presenciais no segundo semestre de 2021, se autorizado pelas autoridades sanitárias.

O Sintufce repudia toda e qualquer ação contrária a valorização e aos direitos da sua categoria, em especial, todos os profissionais da Educação. Este sindicato não compactua com práticas bolsonaristas e nem as defende. 

Abaixo, leia o manifesto:

Pela imunização de todos e pelo respeito aos profissionais da Educação

No dia 29 de maio, a Prefeitura de Fortaleza iniciou a vacinação dos profissionais da educação, seguida por municípios do interior do estado do Ceará. Esse momento representa uma grande vitória para a categoria, que tem atuado remota e presencialmente em obediência rigorosa aos decretos estaduais.

Inseridos no grupo prioritário, os profissionais da educação foram surpreendidos com a obrigatoriedade da Declaração da imunização de trabalhador da educação contra a Covid-19, em que se comprometem a “retornar as atividades presenciais no segundo semestre de 2021”, se autorizado pelas autoridades sanitárias. Depois de diversos questionamentos de professores e das entidades representativas da categoria acerca do documento, as autoridades estaduais se propuseram a reavaliar a obrigatoriedade da declaração, mas a Comissão Intergestores Bipartite do Ceará (CIB-CE), com a recomendação do Ministério Público do Ceará, junto a gestores da Secretaria da Saúde do Ceará (SESA) e das Secretarias Municipais de Saúde, manteve, na última terça-feira (1), a obrigatoriedade do referido documento como condição para a vacinação.  

É no esteio dessas discussões que os reitores da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA), da Universidade Regional do Cariri (URCA), da Universidade Estadual do Ceará (UECE), do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) e da Universidade Federal do Cariri (UFCA) manifestam-se contrários à obrigatoriedade da declaração para a vacinação de profissionais da educação, uma vez que a conduta é inadequada e desrespeitosa com a categoria. O referido documento não foi solicitado a nenhuma outra categoria profissional como condicionante à vacinação. Ressalte-se que, assim como os profissionais de saúde e de segurança, os trabalhadores da educação não pararam suas atividades ao longo da pandemia. Além disso, posicionamo-nos contra o retorno das atividades presenciais sem a cobertura completa de imunização dos trabalhadores da educação. Saliente-se: a vacinação é uma estratégia coletiva de imunização, motivo pelo qual sua eficácia depende do seu alcance a uma maioria.

Os profissionais lotados nas instituições de ensino de todos os níveis têm atuado de forma remota e não paralisaram o trabalho desde o início da pandemia da Covid-19, em março de 2020. As instituições de ensino superior (IES), particularmente, estão desenvolvendo atividades acadêmicas – de ensino, pesquisa e extensão – de forma ininterrupta, apesar de reconhecermos os entraves enfrentados, principalmente, em virtude da dificuldade de acesso tecnologias e de adaptação à nova configuração dessas atividades. A manutenção do ensino remoto, no entanto, é uma forma de preservar a vida e a saúde da comunidade acadêmica.

Além disso, a decisão de retorno às atividades presenciais não é exclusiva do professor. Ela é condicionada, antes de tudo, a condições epidemiológicas favoráveis a isso e, como consequência, aos decretos governamentais e à avaliação de cada instituição acerca de suas condições práticas e objetivas de garantir a manutenção dos protocolos de segurança sanitária, dada a diversidade e a complexidade das unidades de ensino.  Esse último aspecto, por sua vez, passa pela discussão dos comitês internos de cada instituição e pela autorização dos Conselhos Superiores das IES. Em hipótese de serem aprovados, o retorno presencial demanda instalação dos referidos protocolos, bem como sua avaliação e seu monitoramento em caráter piloto, processos que demandam tempo. Isso porque muitas dessas iniciativas envolvem a adequação de estrutura física, bem como a aquisição de insumos e de equipamentos em grande quantidade, sem os quais os protocolos podem se tornar ineficazes.

Percebe-se, então, que a vacinação é requisito indispensável para o retorno presencial, mas não o único. Há de se considerar que as instituições de ensino superior são pontos de centralidade formativa em suas regiões. Por isso, para além da vacinação, há de se pensar em questões que envolvem as condições de acesso a transporte coletivo por parte de estudantes e de servidores, a situação das residências universitárias e de estruturas alimentação, como refeitórios e restaurantes universitários, e outras questões que ultrapassam os aspectos didáticos e pedagógicos quando se considera o retorno presencial.

Nesse sentido, especialmente para os profissionais de instituições de ensino superior, a assinatura da declaração por parte de nossos professores, além de desrespeitosa e constrangedora, é desnecessária, representando um equívoco nessa ação tão significativa para a luta contra a pandemia da Covid-19. As universidades têm autonomia universitária, que se manifesta nos aspectos didático-científico, administrativo e de gestão financeira e patrimonial, direito garantido a nós na Carta Magna do país, em seu Artigo nº 207. Assim, o que se configura como premente é a escuta dos gestores das instituições e dos demais profissionais da educação sobre os riscos e as possibilidades do retorno presencial a partir da construção de um diálogo com as pessoas diretamente envolvidas no processo, que conhecem a dinâmica e a realidade das IES. Sem essa articulação, incorre-se no erro de não compreender esses espaços como ambiente de trocas de saberes e de conhecimentos para dentro e para fora das instituições.

Temos um vasto patrimônio em cada uma das IES cearenses, mas o maior deles, sem dúvidas, são as pessoas que as fazem. Continuaremos lutando, de forma incessante, pela proteção à comunidade acadêmica, à vida e à saúde de todas e de todos que fazem as nossas instituições.

O respeito à vida e à saúde são inegociáveis.

Fortaleza, 2 de junho de 2021.

 

Prof. Dr. Fabianno Cavalcante de Carvalho

Reitor da Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA)

Prof. Dr. Francisco do O’ de Lima Júnior

Reitor da Universidade Regional do Cariri (URCA)

Prof. Me. Hidelbrando dos Santos Soares

Reitor da Universidade Estadual do Ceará (UECE)

Prof. Dr. José Wally Mendonça Menezes

Reitor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE)

Prof. Dr. Ricardo Luiz Lange Ness

Reitor da Universidade Federal do Cariri (UFCA)

 

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Em parceria firmada desde 2020 com o plano de saúde Hapvida, o Sintufce - Gestão LUTE divulga a nova tabela e as informações pertinentes aos servidores filiados que desejam aderir ao sistema de saúde. A colaboradora responsável pelas adesões é Beatriz Maressa, que irá atender através do email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.; Whatsapp (85) 98927-8390 e telefone (85) 99960-8390. Quem preferir ser atendimento de forma presencial, pode se dirigir até a corretora, localizada na Avenida 13 maio, 2390, Fátima, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Os servidores dos Campi do interior da UFC, UFCA e Unilab, podem entrar em contato com a colaboradora Hapvida através dos contatos acima para saber mais sobre o processo de adesão.

hapvida tabela 

O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) participou, ao lado de outras entidades, da manifestação pelo “Fora Bolsonaro”, em Fortaleza, no último sábado (29/05). Nesse mesmo dia, a mobilização contra o presidente e a favor da vacina mobilizou várias capitais, que também realizaram atos de protesto denunciando ainda a precarização do serviço público, com o avanço da PEC 32/2020, que trata da Reforma Administrativa.

Segundo o diretor do Sintufce, Wagner Pires, esse dia representou uma grande vitória da classe trabalhadora, porque mostrou à classe dominante que “não aceitaremos perder direitos”. “Quando um governo se torna mais perigoso que o pópeio vírus, provamos que estamos dispostos a sair nas ruas e dizer um retumbante “não” à Reforma Administrativa, a Bolsonaro e a Paulo Guedes”, disse.

Durante o ato, diretores do Sintufce distribuíram frascos de álcool em gel para os participantes, que se concentram na praça da Gentilândia, no Benfica. A mobilização reforçou, ainda, a campanha “Vacina no Braço, Comida no Prato”, abraçada pelo Sintufce e que ganhou força nas redes sociais e em atos públicos por todo o país.” Não podemos aceitar que continuem a morrer milhares de brasileiros vitimados pelo Covid-19 e nem que essa pandemia se alastre a níveis tão alarmantes como temos visto. Precisamos, mais do que nunca, de políticas sociais, da ciência e da universidade. É preciso que os servidores técnicos da UFC, UFCA e Unilab estejam juntos e irmanados para que possamos derrotar esse governo genocida”, frisou o diretor do Sintufce após o ato público na capital.

Diante do contexto sanitário imposto pela pandemia, recomenda-se que todos que participem das atividades em espaços públicos levem álcool gel e máscaras de proteção (especialmente os modelos PFF2/N95) e busquem manter o distanciamento social durante essas atividades.

Em reunião com a administração da Unimed Fortaleza, a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce / Gestão Lute) conseguiu negociar o reajuste anual a partir do mês de julho, proposto inicialmente pela empresa para 17,5%, e garantindo, assim, uma redução para 10%, índice ainda menor do que o vigente no ano passado. Em parceria com o Sintufce, a Unimed Fortaleza também anunciou o benefício exclusivo de carência zero para novas adesões no mês de julho, em que se comemora o aniversário do contrato do Sindicato.

 

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