Em comemoração a semana da Enfermagem do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC), o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) promoveu a entrega de mimos e prêmios para serem sorteados entre os servidores que formam o corpo de saúde do Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC). O evento no Complexo Hospitalar acontece do dia 12 ao dia 20 de maio e engloba os profissionais da Enfermagem, comemorado no dia 12 de maio, os do Serviço Social, dia 15 de maio, e os técnicos, técnicas e auxiliares de Enfermagem, no dia 20 de maio.

Tiveram início, na última terça-feira, 4, as perícias técnicas em todos os setores do Complexo Hospitalar da UFC, que têm como objetivo de pleitear a concessão de grau máximo de insalubridade (20%) para todos os servidores do  Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e da Maternidade-Escola Assis Chateaubriand (MEAC), incluindo os valores retroativos da insalubridade, em virtude da exposição sistemática ao contágio de COVID-19.

Todas as perícias estão sendo acompanhadas por membros da diretoria do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) e pela assessoria jurídica da entidade, que contratou um perito próprio para a realizar o trabalho juntamente com a equipe de peritos da universidade

A realização das perícias técnicas, que devem ser estender até o dia 12, acatam uma  decisão da Justiça Federal, por meio de liminar no processo ajuizado pelo Sintufce contra a Empresa Brasileira De Serviços Hospitalares (EBSERH). “ Com o advento da pandemia, que passou a colocar em risco a vida dos servidores de todos os setores da Meac e do HU, O Sintufce entendeu que essa era uma reivindicação justa decidimos iniciar um diálogo com a administração do Complexo Hospitalar e como não vimos uma resposta positiva para aumentar o grau da insalubridade de todos os setores, entramos uma ação judicial para amparar os servidores atingidos pela Covid-19 e que, há bastante já  faziam essa reivindicação, mas sem sucesso”, explica Cássia Araújo, coordenadora de Assuntos Jurídicos do Sintufce.

Segundo a diretoria do Sintufce, o início deste trabalho já foi adiado várias vezes pelos procuradores da UFC “no intuito de procrastinar essa ação”.  “Finalmente, agora, após decisão favorável da Justiça, estamos realizando esse conjunto de perícias que resultarão  em um laudo tanto pela universidade quanto pelo perito contratado pelo Sintufce. Com a conclusão desse trabalho, nós que fazemos o Sintufce Gestão Lute, estamos com expectativa muito positiva de que teremos a efetivação de um aumento de grau máximo de insalubridade para muitos setores”, finaliza a coordenadora.

O Programa de Inovação Colaborativa – Hackathon Inovando UFC 2021, promovido pela Pró-Reitoria de Relações Internacionais e Desenvolvimento Institucional (PROINTER) juntamente com a Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (PROGEP), contou com a parceria do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) para premiar os vencedores da edição com notebooks e tablets, conforme a colocação na disputa.

 

A luta do SINTUFCE por melhores condições de vida e trabalho para as servidoras e servidores da UFC, UFCA e Unilab é histórica. Cientes de que qualidade de vida envolve satisfação do servidor em ambiente de trabalho saudável a luta dos Técnico-Administrativos em Educação envolve o estabelecimento da carga horário de 30 horas de trabalho para todas as universidades Federais Cearenses. Ganham servidoras e servidores, por terem mais tempo para estarem junto de suas famílias, para o descanso e para voltarem-se para atividades outras que lhe permitam seu aperfeiçoamento físico e mental, e mesmo para ampliar seus conhecimentos por meio de capacitações.

Entendemos que a sociedade também ganha com o atendimento contínuo nos serviços prestados pela universidade, garantindo a universalização dos direitos da população e a consequente aproximação da universidade com a comunidade.

Por isso, a implementação das 30 horas no Complexo Hospitalar da UFC é uma das maiores conquistas das trabalhadoras e trabalhadores da UFC. Uma conquista que está sendo ameaçada pela direção da EBSERH, em sua sanha em transformar o Complexo Hospitalar em uma simples prestadora de serviços, impondo uma gestão que sufoca e escraviza cada trabalhadora e trabalhador do Complexo.

A posição do SINTUFCE sempre foi o de que a APH era uma exploração do trabalhador, que apesar de representar um aumento nos valores recebidos pelo servidor ao fim do mês, caracteriza a falta de investimento da EBSERH na contratação de novos colaboradores. Agora, sob a gestão do interventor, a EBSERH usa a APH para retirar as 30 horas dos servidores, que, quando desejarem retornar para as 30 horas, não terão suas portarias assinadas pelo indicado por Bolsonaro.

O momento exige união de todas e todos pela manutenção das 30 horas. Não podemos aceitar que uma conquista que foi fruto da luta de tantos companheiros seja achincalhada dessa forma pelo interventor e por aqueles que cumprem sem questionar suas ordens.

No momento em que a COVID-19 faz tantas vítimas, os ataques às servidoras e aos servidores do Complexo Hospitalar chegam a ser desumanos. Vão desde o corte de refeições à negação de insalubridade àqueles que estão na linha da frente contra o Coronavírus. Não adianta chamar de heróis os servidores, enquanto lhes retira direitos, que, longe de ser um privilégio, auxiliam o Complexo Hospitalar a exercer sua missão com a qualidade conhecida pelos cearenses, uma referência em todo o Brasil.

A EBSERH e a gestão da UFC não podem querer passar a boiada no complexo, como Bolsonaro e seus asseclas têm feito em Brasília. Lutaremos e defenderemos nossos direitos, nossos locais de trabalho e as vidas de todos.

Nenhum direito a menos!

30H é uma conquista que ninguém pode meter a mão!

Fora Bolsonaro, Mourão e Paulo Guedes!

 

Diretoria Colegiada do Sintufce

Gestão Lute

 

charge

Em defesa do Complexo Hospitalar!

 

Diretoria Colegiada do Sintufce

 

Em parceria com o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce), a assessora jurídica Gabriela Ruiz elaborou uma pesquisa que busca coletar informações sobre o trabalho remoto durante a pandemia do novo Coronavírus, que teve início em março de 2020 e tem afetado a rotina de milhões de servidores públicos em todo o país.

Um questionário está sendo direcionado aos servidores da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade Federal do Cariri (UFCA) e Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab) com objetivo de identificar de que modo o trabalho remoto durante a pandemia afetou no cotidiano dos trabalhadores, especialmente no direito à desconexão do trabalho.

Para Cassia Araújo, coordenadora de Assuntos Jurídicos do Sintufce, a pandemia trouxe reflexos no mundo do trabalho e a urgência de se buscar novos meios de levar ao público o que a universidade tem de mais valioso, seus recursos humanos, e sem sair de casa. “Por isso, essa pesquisa é extremamente importante para avaliarmos como o trabalho em home office entrou na vida e nos lares desses servidores, e como isso tem impactado em suas rotinas a curto e longo prazos”, avalia. “Aproveito  para incentivar a adesão do nosso servidor em responder as perguntas elaboradas pela pesquisadora Gabriella Ruiz. A partir das informações coletadas nesta consulta, poderemos compreender melhor os reflexos dessa nova realidade e ajudar no que for possível”, concluiu a diretora.

 

Clique AQUI para responder a pesquisa sobre o trabalho remoto durante a pandemia.

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