A Diretoria Colegiada do Sintufce parabeniza o servidor da Universidade Federal do Ceará (UFC), Fábio Luiz Benício Maia Nogueira, pela sua defesa de Doutorado em Administração sobre a "Gestão inclusiva de pessoas surdas e a sustentabilidade institucional". O trabalho foi apresentado em libras (Língua Brasileira de Sinais) no Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Fábio é o primeiro primeiro doutor surdo em Administração no Estado.

Acontece nesta quinta-feira, 23, às 9h30, na Câmara Municipal de Fortaleza, o lançamento do livro: “O CORONAVÍRUS NÃO SAI DO MEU PENSAMENTO, E AGORA? Difusor de esperança em tempos difíceis.” A publicação apresenta uma proposta de atendimento em saúde mental infantil como instrumento terapêutico, abordando de forma encantadora e lúdica como trabalhar os pensamentos e emoções das crianças nesse turbilhão que estamos vivenciando.

A abordagem da Terapia Cognitivo-Comportamental na infância indica que a criança pode construir pensamentos funcionais sobre si, sobre o outro e sobre o futuro, mesmo em situações difíceis, fortalecendo-a e ajudando a compreender o momento em que vive.

O livro é de autoria da psicóloga Kaliny Oliveira, da pediatra Gardênia Amorin e da enfermeira Ana Paula Brandão, servidora do Hospital Universitário Walter Cantídio e coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial Infantil Maria Leuda Verçosa, da prefeitura de Fortaleza.

 

Onde assistir ao lançamento 

TV Fortaleza (Canal 61,4)

Rádio Fortaleza FM (90,7)

Site da Câmara Municipal: www.cmfor.ce.gov.br

Canal do Youtube da Câmara Municipal

 

 

Sobre as autoras

 

Nós que fazemos a diretoria do Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) parabenizamos a coordenadora de Educação e Cultura, Eudiana Vale Francelino, nesta data especial em que comemora mais um aniversário.

Desejamos a nossa estimada amiga os mais sinceros votos de prosperidade pessoal e profissional, ao mesmo tempo em que expressamos nossa gratidão por toda sua dedicação e comprometimento com o serviço público, iniciado em 1993, na Universidade Federal do Ceará. Que Deus a abençoe todos os dias e que lhe conceda ainda muitas vitórias em seu caminho.

Forte Abraço!

Diretoria Colegiada do Sintufce

A Universidade Federal do Ceará é um patrimônio de todos os cearenses. Neste momento, boa parte dos leitores deste artigo são egressos desta Universidade. Outros tantos trabalham nela ou são discentes de cursos de graduação e pós-graduação e, ainda, há muitos que anseiam por tornarem-se estudantes, docentes e técnico-administrativos da maior Universidade reconhecida nacionalmente e mundialmente como uma instituição de excelência acadêmica. Essa excelência foi conquistada pelo árduo trabalho dos que constroem diariamente essa Universidade que nos últimos anos foi engrandecida ainda mais quando se abriu para a inclusão de milhares de estudantes, antes privados do acesso ao ensino superior, por meio da expansão de cursos e campi para o interior do Ceará e pela adoção de cotas para o acesso à Universidade pública, gratuita e de qualidade.

Os avanços foram frutos de uma discussão que envolveu não apenas todos os setores da Universidade Federal do Ceará, mas também a sociedade cearense, afinal, a UFC, fundada há 65 anos, mais uma vez se reinventava para melhor servir aos cearenses e ao Brasil. E é essa tradição democrática de acolher o contraditório, que acredita que o debate aberto, leal e franco, é a melhor forma de encontrar soluções para propor novos caminhos à Universidade, que parece ter sido esquecida pela sua atual gestão superior.

Desde a posse do escolhido de Bolsonaro, o que estamos presenciando na UFC é o cerceamento do debate e a imposição de um autoritarismo danoso à atuação de qualquer instituição de ensino, ainda mais da UFC. Quando mais precisamos realçar a democracia universitária, buscando ampliá-la, muito nos preocupa que seja ela aviltada e imposta em seu lugar um simulacro que nada tem de democrático. Ora, que democracia é essa que a comunidade universitária deve calar e abafar suas ideias, caso elas estejam indo de encontro aos desejos da Gestão Superior? Como podemos chamar de democrático um processo que as cartas marcadas permitem que só a voz de quem concorde seja ouvida? Não foi assim que a UFC chegou até aqui e não podemos permitir que sobre tão nobre alicerce se construa um penduricalho nada sólido que se dobra à vontade dos poderosos, ao mesmo tempo em que ameaça esmagar os mais vulneráveis.

Não é de hoje que o Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará (Sintufce) se mobiliza por mais democracia na UFC. Lutamos para que os órgãos colegiados da Universidade e a eleições para reitor sejam realizadas de forma paritária, garantido assim que técnico-administrativos em Educação, discentes e docentes possam influir igualitariamente sobre o futuro da Universidade. Não é de hoje que o Sintufce luta para construir uma UFC de todos e para todos. Criado em plena ditadura militar, esse sindicato esteve nas ruas contra a tirania e o autoritarismo dos militares e reassegura o compromisso de se contrapor ao atual autoritarismo que novamente ameaça nossa sociedade e nossa Universidade. Se os autoritários nos arreganham os dentes, brandimos contra eles as bandeiras democráticas.

Mesmo sendo o menos votado na consulta à comunidade, consulta essa que o Sintufce se omite por decisão congressual da instituição e por não ser realizada de forma paritária, o escolhido de Bolsonaro para UFC não viu problemas em assumir a Reitoria ao ser indicado pela dobradinha do pior ministro da Educação e Bolsonaro, que um pouco antes tinham acabado de perpetrar o maior ataque à Educação Superior Pública no país, com a proposição do FUTURE-SE, rechaçado pela comunidade universitária. Foi um ato legal? Sim, mas desprovido de grandeza, pois se apequena diante de uma comunidade universitária que disse não ao projeto de universidade proposto pelo então candidato.

Não satisfeito em se apequenar ao assumir contra a vontade dos que constroem a UFC, o interventor, título que lhe foi outorgado pela mesma comunidade que o rejeitou nas urnas, busca diminuir a reitoria da UFC ao tratar a Universidade como joguete de suas paixões e sentimentos, esquecendo-se de que a UFC tem como órgão deliberativo o Conselho Universitário (Consuni), restando a reitoria a execução do que decide o Órgão Colegiado. Aproveitando-se de sua condição de presidente dos colegiados, o que temos presenciado em cada reunião é o atropelar das pautas, o silenciar dos que lhe são contrários, encaminhamentos diversos do que foi discutido e votado nas sessões. Enfim, parece patente o esforço por moldar os órgãos colegiados a sua imagem e semelhança.

Neste momento, não há representação de servidores técnicos e de discentes no Consuni e em outros conselhos da UFC. Embora apregoe estar aberto ao diálogo, o interventor se recusa a dar posse aos representantes discentes por capricho ao não reconhecer a eleição do Diretório Central dos Estudantes (DCE), por não ter tido o resultado que esperava. Ele também se recusa a prorrogar o mandato dos representantes dos servidores técnico-administrativos em Educação, mesmo sabendo que a atual situação de pandemia impede a realização de eleições democráticas e representativas para a escolha desses conselheiros.

A propósito, quando o assunto é pandemia, não se deixa de espantar a forma como a Gestão Superior tem lidado com a maior emergência de saúde pública enfrentada pelo Brasil e pela UFC desde a criação da mesma. Uma simples visita ao Complexo Hospitalar já é suficiente para mostrar que os servidores desse importante equipamento de saúde estão abandonados à própria sorte. São constantes as denúncias de falta de Equipamentos de Proteção (EPI’s), de servidores expostos ao risco de contaminação e os ataques constantes aos direitos destes trabalhadores. Servidores em isolamento social tiveram seus benefícios cortados, mesmo quando estão executando de forma remota suas atividades, porque a sanha do ministro da Economia, que considera o servidor público como inimigo, e Bolsonaro determinaram que durante a pandemia, era cada um por si. Esses cortes foram realizados sem uma única manifestação de protesto, sem contrariedade alguma por parte da Reitoria UFC.

Mesmo com milhares de estudantes sem acesso à internet e sem equipamentos para realizar atividades remotas o calendário universitário foi mantido, trazendo para o seio da universidade a desigualdade que ela devia combater. Afinal, há professores que estão ministrando aulas remotas, enquanto outros, pelos mais diversos motivos, não estão. Nas aulas que estão sendo ministradas, há estudantes que acompanham sem problemas, enquanto outros se esforçam para tal, e há os que nem mesmo tentam! Porque a realidade de cada discente é diversa! A UFC tem em seu corpo discente alunos das mais diversas classes sociais, das mais diversas localidades, onde há os que podem permanecer em segurança em suas casas, há os que não podem, e ainda os que mesmo em casa estarão expostos. Manter o calendário universitário foi apenas uma pequena amostra da insensibilidade dos que hoje se encontram na Gestão Superior desta Universidade.

Agora, no momento em que as curvas de contágio começam a se estabilizar em Fortaleza, mas com a ampliação destas em diversas cidades do interior do Ceará, a Gestão Superior, sem discutir com ninguém, sem consulta alguma às pesquisadoras e pesquisadores da UFC, que desde o início da pandemia têm trabalhado intensamente sobre o coronavírus e a covid-19, apresenta um Plano Pedagógico de Emergência – PPE e um calendário de retorno das atividades presenciais, que é uma peça de necropolítica, ao expor, sem maiores considerações a comunidade acadêmica da UFC ao contágio do vírus que já ceifou a vida de milhares de brasileiros.

Aos pedidos por incorporação das representações classistas das categorias nas discussões para reformulação do PPE e para elaboração de um calendário que realmente garanta a segurança sanitária, o que ouvimos foi que não iriam integrar a essas reuniões, quem participaria para ser do contra! Eis o diálogo que hoje quer manter com a comunidade acadêmica da UFC, o escolhido de Bolsonaro e sua gestão. Chegamos até aqui, no momento em que deveríamos estar todos unidos para o bem da sociedade e pela UFC, recebendo a proposta de aceitarmos calado o que eles elaboram.

Senhores, nós estamos em uma Universidade! Estamos aqui para fazer o ensino, a pesquisa e a extensão, para fazer ciência, e não se faz ciência com pensamento único, sem o contraditório. A sociedade espera de nós políticas públicas que lhes permitam ter esperança e não esbirros de mandonismos que nos condenem a obscuridade. O diálogo que queremos ter com a sociedade cearense é para evidenciar que o que desejamos é que a UFC possa passar por este momento garantindo a segurança de seus servidores e atendendo continuamente ao povo cearense, que tanto precisa de sua Universidade cada vez mais viva, mais forte e mais ligada às necessidades de sua gente. Para isso, precisamos que a Universidade seja o espaço dos debates democráticos, seja o espaço onde os servidores possam desempenhar suas atividades sem temer estar expondo a si e aos seus familiares ao risco de contágio pela COVID-19.

Queremos o direito de seguir construindo a UFC como sempre fizemos. Mantendo a nossa Universidade pública, gratuita e socialmente referenciada como uma ferramenta contra a desigualdade e a serviço da sociedade. O Sintufce conclama a todos a defender esse patrimônio dos cearenses que precisa sim que sua gestão superior entenda que sem democracia, sem o exercício do contraditório estão atrasando a Universidade. Afinal, a escuridão pode durar a noite inteira, mas pela manhã o sol nos iluminará com sua plena luz.

Diretoria Colegiada do Sintufce

O Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais no Estado do Ceará não pode deixar de repudiar, com todas as suas forças e por todos os meios que lhe forem possíveis, a reunião do CEPE da UFC, realizada na última quinta-feira, dia 02/07/2020: um dia que marcará negativamente a UFC pelo fato da maior parte dos conselheiros ali presentes aprovarem a Proposta Pedagógica de Emergência – PPE apresentada pela Gestão Superior sem garantir a efetiva participação dos representantes discentes.

O que se discutia no CEPE era de interesse de toda a universidade e, principalmente, dos discentes, no entanto, o autoritarismo do reitor indicado por Bolsonaro, que impede que se manifestem a diversidade e a pluralidade de ideias próprias da universidade. Permita-nos, sr. Prof. Doutor, dizer-lhe que democracia não é dar voz aos que concordam com você nem abafar o que lhe contrarie. Democracia é ouvir a todos aqueles que constroem essa universidade, independente de cargo, titulação ou se é docente, discente ou técnico-administrativo em educação.

Dito isso, cabe ressaltar a postura corajosa dos representantes da FACED que saíram da reunião, por não compactuarem das novas formas de agir nos conselhos da UFC, por discordarem da eliminação sumária dos representantes discentes. Não é a reitoria da UFC que deve ditar quem são os representantes dos discentes nem dos docentes e nem dos técnicos! Não deveria a Gestão Superior intervir nas eleições e nas instituições das categorias que compõe a comunidade universitária. Não podemos deixar que a intervenção vire moda!

Atualmente, o CONSUNI não conta com representantes discentes e nem de técnico-administrativos. O reitor indicado por Bolsonaro insiste em levar adiante discussões que interferem na vida profissional e acadêmica de dois importantes setores da UFC, sem que os mesmos tenham seus representantes para defenderem seus direitos e pontos de vista. O mesmo se repete nos demais conselhos. Não podemos aceitar!

A reitoria deseja tratar o DCE e as representações sindicais dos trabalhadores da UFC como “puxadinhos” da gestão, mas não foi para isso que essas instituições foram construídas! Desejamos, mais que nunca, que se restabeleça a democracia universitária, aliás, desejamos que ela seja ampliada, instituindo a paridade nas eleições para reitor e nos conselhos, dando aos técnicos e aos discentes a possibilidade de deixarem de ser peças decorativas dos conselhos e das eleições para realmente poderem influir nos destinos da UFC.

O autoritarismo que se espalha desde Brasília, desde a posse de Bolsonaro, não pode ter abrigo nem descanso na universidade. Estamos vigilantes e em momento algum arredamos pé de nossas posições. Lutaremos para defender a UFC porque a maneira como estão sendo tratados os órgãos colegiados diz muito do projeto de destruição para a Universidade que está em curso.

Lutamos pela democracia e contra os autoritarismos por acreditar em uma universidade necessárias à população cearense e aos mais pobres de nossa sociedade, uma universidade que cumpra com sua missão social e que não seja um enfeite para os dias de festas das elites que, mais do que nunca, ressentem-se por hoje termos uma universidade onde metade das vagas é ocupada por meio de cotas, uma universidade que está nos sertões, que abriga o estudante trabalhador e os movimentos sociais. Para esta universidade não interessa desenvolvimento sem combate à desigualdade e sem participação popular em suas ações.

Não nos calaremos. Exigimos que a Proposta Pedagógica de Emergência – PPE seja reformulada com a participação de toda a comunidade acadêmica, com a discussão do documento entre os estudantes, entre os colegiados das unidades acadêmicas, em assembleias da ADUFC e do SINTUFCE. A Gestão Superior da UFC deve convidar o SINTUFCE, a ADUFC e o DCE para as discussões sobre o PPE e os protocolos para retomada de atividades. É dessa forma que construiremos uma proposta que não só atenda à UFC, mas que esteja à altura dessa universidade e daqueles que a constroem.

Exigimos a prorrogação dos mandatos dos conselheiros TAE em todos os órgãos colegiados e a posse dos representantes discentes eleitos! Não aceitaremos nenhuma intervenção no movimento estudantil nem no movimento dos trabalhadores. A UFC é livre e democrática!

FORA BOLSONARO! FORA PAULO GUEDES! PELA IMEDIATA REVOGAÇÃO DO TETO DE GASTOS1 PELA CONTINUIDADE DO ISOLAMENTO SOCIAL! AS ATIVIDADES DOS TAE DEVEM CONTINUAR REMOTAS!

Diretoria Colegiada do Sintufce
Gestão Lute

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